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  • Maioria dos utilizadores ignora publicidade no Facebook

    Quatro em cada cinco utilizadores do Facebook nunca adquiriram um produto ou serviço fruto da publicidade ou comentários presentes na rede social. A conclusão é de uma análise levada a cabo pela Reuters/Ipsos junto de 1032 americanos, que faz notar também que há ainda muito a fazer para transformar uma base de 900 milhões de utilizadores em dinheiro, através da publicidade.

    A análise denunciou que 34% dos utilizadores de Facebook inquiridos estão a passar menos tempo naquela plataforma do que há seis meses, enquanto que 20% estão a passar mais tempo.

    Os números aferidos acentuam as preocupações dos investidores face à capacidade de o Facebook gerar retorno financeiro, o que provocou já um decréscimo do valor das acções da rede social em 29%, desde que deu entrada em bolsa, no mês passado. Esta quebra fez com que o valor de mercado da plataforma de Mark Zuckerbeg diminuísse de 104 mil milhões de dólares (cerca de 83,3 mil milhões de euros) para perto de 74 mil milhões (aproximadamente 59,3 mil milhões de euros).

    Os 900 milhões de utilizadores do Facebook colocam a rede social entre as plataformas de internet mais populares, desafiando mesmo players gigantes da internet como a Google e a Yahoo. Ainda assim, nem todos estão convencidos de que a empresa de Zuckerberg tenha descoberto a fórmula que traduz a sua popularidade num negócio que justifique a sua elevada valorização de mercado.

    Num outro ponto, um estudo de Fevereiro da empresa eMarketer apontou que a publicidade feita através de emails é mais eficaz do que aquela que é feita no Facebook. Como relembra o Público, estas preocupações tornaram-se ainda mais notórias quando, no mês passado, a General Motors – a terceira maior investidora publicitária dos EUA – retirou os anúncios da rede social. O grupo, detentor de marcas como Opel e Chevrolet, investiu 10 milhões de dólares (cerca de 7,86 milhões de euros) no ano passado em publicidade no Facebook, de um orçamento global que, segundo o The Wall Street Journal, se cifrava em 1,8 mil milhões de dólares.

    Recorde-se que no primeiro trimestre deste ano o Facebook tornou público que as receitas provenientes de publicidade tinham diminuído 7,5%, atribuindo o decréscimo a “tendências sazonais” .

    Ainda assim, a rede social escusou-se a comentar os dados da investigação da eMarketer. Optou, antes, por destacar os pontos positivos da sua estratégia publicitária, salientando que empresas como a Nutella tiveram um aumento de vendas de 15%. Outro dos exemplos apontados foi o da cadeia de restaurantes Applebee’s, que voltou ao negócio após começar a anunciar na rede social.



  • Carmen arranca no mercado como bomba de criatividade

    A unidade criativa da Young Network cresceu e saiu da “asa” do grupo de comunicação. Dá pelo nome de Carmen a nova agência de publicidade que arranca hoje no mercado, para trabalhar não só a área publicitária mas também a de branding e de design. “Bombshell Creativity” é a assinatura que espelha o posicionamento da agência. Foi a «experiência na área criativa e a exposição internacional» do departamento criativo da Young Network, a par de uma equipa «experiente e todo-o-terreno» que ditaram a autonomização, como explica à Marketeer João Duarte, CEO do grupo.

     

    Sob a direcção criativa de João Peral, a Carmen actuará com uma equipa de 15 pessoas. A direcção executiva está a cargo de Rita Branco e a de arte nas mãos de Milene Candeias e Cristina França. Luís Miranda é o responsável pela área de copy/texto e Rita Rodrigues é comercial sénior.

    A agência começará por trabalhar o mercado angolano, moçambicano e cabo verdiano, além do português, territórios onde a Young Network tem presença física garantida. Na calha está também o desenvolvimento de projectos para o Leste Europeu e para o Brasil, adianta João Duarte.

    A experiência internacional é, aliás, e como reforça o CEO do grupo Young Network, o grande eixo distintivo da Carmen. De facto, mais de metade do negócio da recém-criada agência é já internacional. Três milhões de euros é quanto a agência espera facturar em 2013, sendo que Portugal será, ainda assim, o mercado mais relevante, respondendo por «quase metade do volume de negócios da agência», avança João Duarte.

    A agência inicia actividade com mais de 10 clientes de trabalho contínuo em carteira. Sem avançar nomes, João Duarte informa que assegurados estão já clientes da área da banca, petrolífera, telecomunicações, seguros, turismo e grande consumo.

    Por revelar ficaram também os investimentos alocados à criação da agência, mas o CEO garantiu que, numa fase inicial, a maior fatia caberá à contratação de elementos para a equipa da Carmen. Fora de portas o investimento está já diluído noutros, anteriormente feitos pelo grupo Young Network, ressalva o responsável.

    Texto de Daniela Domingos



  • Cerveja Estrella Damm entra em Portugal com aposta na tradição

    A marca de cerveja catalã Estrella Damm estreou-se no mercado português pela mão da Sumol+Compal, numa parceria que abrange os próximos cinco anos. Na bagagem, a insígnia promete trazer mais de um século de tradição cervejeira e um portefólio diversificado, que serão os seus principais eixos de diferenciação.

    Estrella Damm (cerveja lager), Bock Damm (lager preta), Voll Damm (dobro do malte), Free Damm (sem álcool) e Estrella Damm Inedit (desenvolvida em parceria com Ferran Adrià, chef do restaurante elBulli, e destinada a restaurantes de luxo) são as cinco variedades que completam o portefólio da marca sediada em Barcelona no mercado português. Apenas a cerveja lager será comercializada na distribuição moderna, enquanto o canal Horeca (hotéis, restaurantes e cafés) irá receber toda a gama. O objectivo da marca passa por vender 20 milhões de litros em cinco anos, alcançando uma quota de mercado de 3,5%.

    Nesse sentido, a parceria com o Grupo Damm serve sobretudo para reforçar o portefólio de cervejas da Sumol+Compal - que alienou recentemente a marca de cerveja Tagus ao grupo espanhol - e consolidar a rede de distribuição da empresa no canal Horeca. Até ao momento, a Sumol+Compal já fechou parcerias com cerca de 1600 clientes deste circuito, num universo de 30 mil clientes directos e indirectos que a empresa possui.

    Esta força na distribuição é, pois, o grande trunfo da Sumol+Compal para implementar a marca no mercado nacional. Em termos de comunicação, o principal activo da Estrella Damm, marca fundada em 1876, será a sua própria experiência, num mercado cada vez mais focado nos territórios do futebol e música. «Mais do que uma nova cerveja é um novo conceito, que assenta na tradição cervejeira e no portefólio», garante Luís Marques, director da divisão de Águas e Cervejas da Sumol+Compal.

    «A tradição é um território que não está ocupado em Portugal», sublinha o responsável, acrescentando que o importante é que a marca, que é «a mais antiga da Península Ibérica» neste segmento e ainda mantém a receita original, tenha «uma história para contar». “Tradição Cervejeira” foi mesmo a assinatura escolhida para o mercado português, embora a marca só comece a comunicar a partir do próximo ano.

    Apesar de se assumir como uma marca premium, a Estrella Damm vê os dois grandes players do mercado, Sagres (detida pela Sociedade Central de Cervejas) e Super Bock (Unicer), como os seus concorrentes reais. «Não somos super premium nem mainstream, mas dizer que os concorrentes são Heineken e Carlsberg, com a pouca expressão que eles têm no mercado [português], seria muito limitativo», conclui Luís Marques.

    Texto de Daniel Almeida



  • Disney quer banir publicidade à comida de plástico

    Em nome do combate à obesidade infantil, a Walt Disney anunciou hoje que pretende excluir dos seus programas de televisão, rádio e das suas páginas online todos os anúncios à chamada “junk food” (“comida de plástico”). A empresa pretende adoptar novos padrões de nutrição a partir de 2015, para restringir a colocação de anúncios a comida e bebidas que sejam destinados a menores de 12 anos.

    As novas regras seguirão algumas directrizes como a promoção da fruta e vegetais, a imposição de limites às calorias dos produtos e a diminuição de gordura saturada, sal e açúcar, mas não poderão ser implementadas antes de 2015 devido aos contratos de publicidade em vigor, informa empresa em comunicado citado pela agência Bloomberg.

    Para já, a Disney, que detém estúdios de cinema, parques temáticos, estações de rádio e até a estação televisiva norte-americana ABC, adianta apenas algumas das regras que pretende adoptar. Os cereais anunciados não poderão, por exemplo, ter mais do que 130 calorias ou 10 gramas de açucar por porção individual. E revelou ainda que até ao final do ano, os produtos que correspondam aos padrões da companhia vão passar a apresentar um “selo Mickey”.

    O plano foi hoje anunciado numa conferência realizada em Washington que juntou Bob Iger, presidente executivo da Disney, e Michelle Obama, primeira-dama dos Estados Unidos, que lidera a campanha contra a obesidade infantil “LeT's Move”.

    De acordo com Bob Iger, o novo plano – que alarga as regras definidas pela empresa em 2006 – é «uma vitória para nós [Disney], para as empresas alimentares, e uma grande vitória para as famílias». Apesar de admitir que «muitos» dos produtos actualmente anunciados pelas empresas não são saudáveis para as crianças, o responsável expressou a vontade de «trabalhar com essas companhias para que possam continuar a anunciar nos nossos programas produtos que sejam nutritivos e que cumpram as nossas exigências».

    A Disney «percebeu que o que é bom para as crianças também pode ser bom para o negócio», aplaudiu Michelle Obama. A primeira-dama lamentou ainda que as crianças «sejam constantemente bombardeadas com mensagens sofisticadas», que as atraem para produtos que nem sempres são saudáveis. De acordo com a Bloomberg, estima-se que todos os anos as empresas alimentares gastem cerca de 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1,29 mil milhões de euros) em anúncios para impactar crianças abaixo dos 12 anos de idade.



  • Young & Rubicam e DNA criam para a ModaLisboa

    A campanha de comunicação da 39ª edição da Lisboa Fashion Week será, pela primeira vez, assinada pela agência de publicidade Young & Rubicam (Y&R) e pela DNA - Design New Approach, que pertence à network Y&R Brands, no âmbito de uma parceria firmada com a Associação ModaLisboa.

    A campanha publicitária irá arrancar em imprensa no mês de Agosto, enquanto um spot televisivo irá para o ar em Outubro.

    A próxima edição da ModaLisboa terá lugar no Pátio da Galé entre 11 e 14 de Outubro, e irá apresentar as colecções dos principais criadores da moda nacional para o Verão 2013.



  • Aeroporto de Lisboa tem nova área comercial

    st7_6515Foi inaugurada, na zona restrita de Partidas do Terminal 1 do Aeroporto de Lisboa, a primeira fase da nova área de retalho. Ermenegildo Zegna, Salvatore Ferragamo, Burberry e BeTrend.store (que contempla as marcas Armani Jeans, Guess, Furla, Michael Kors, Mandarina Duck e DKNY) são algumas das marcas que os passageiros poderão encontrar agora naquela área. Também a Lacoste se encontra ali presente, a par da joalharia H. Stern. Para as próximas semanas estão previstas as aberturas das lojas Ralph Lauren e Montblanc.

    Paralelamente, o Aeroporto de Lisboa apresenta agora um conceito de walk-through, sob a sigla Just for Travellers - Duty Free Store. A inspiração para esta disposição partiu de aeroportos como o de Singapura, revela à Marketeer Luís Rodolfo, director de Retalho da ANA Aeroportos, empresa responsável pela gestão exploração e desenvolvimento do Aeroporto de Lisboa. Esta loja reúne ofertas em áreas como perfumaria, cosmética, bebidas, chocolates e toda uma área de artigos regionais portugueses, intitulada Taste Portugal.

    Às marcas Dior, Lancôme, Emporio Armani e Chanel, juntam-se agora nomes como MAC, Kiehl's, Body Shop, Sisley e Armani Cosmetics, que colocam beauty advisors ao dispôr dos passageiros. De destacar a aposta da Just for Travellers - Duty Free Store em novas tecnologias, com o investimento em tablets em diferentes áreas, que procuram cumprir uma função didáctica, com a história dos artigos em causa, a forma como devem ser consumidos, entre outras informações. Na área de perfumaria, por exemplo, estes suportes ajudam o passageiro a escolher o seu perfume, consoante os seus gostos, signos, tipos de aroma.

    A ANA- Aeroportos de Portugal tem vindo a investir na melhoria constante e modernização do Aeroporto de Lisboa, tendo em conta que as receitas das actividades não aeronáuticas, como é o caso do Retalho, contribuem para a manutenção das taxas aeroportuárias e, consequentemente, para a competitividade dos aeroportos nacionais. De referir que o negócio da não aviação representa cerca de 35% do total do negócio aeroportuário.

    As novas áreas comerciais do aeroporto contam com assinatura da Broadway Malyan, empresa internacional de arquitectura, urbanismo e design , a cargo da qual ficou o projecto de arquitectura, design de interiores e retail planning.

    A extensão do negócio de retalho da ANA no Aeroporto de Lisboa não ficará, no entanto, por aqui. Até ao final do ano serão inaugurados cerca de 30 espaços comerciais, podendo a área comercial corresponder, em 2013, a uma dimensão total de nove mil metros quadrados.

    De destacar a inauguração, em data ainda a definir, da Loja Portugal, um espaço de 400m2 onde serão dedicadas áreas ao Artesanato, Design, Moda, Cultura e Sabores nacionais. Pandora, Swarovski, Springfield, Women'Secret, Accessorize, L'Occitane, Starbucks, Porshe Design, Godiva, Neuhaus, Lanidor e Fauchon são outras das aberturas que se encontram na calha.

    Estas renovadas abordagens vêm responder ao indicador "emoção por m2", criado pela ANA Aeroportos, que se traduz na capacidade de envolver, entreter, ensinar e surpreender os consumidores com renovados conceitos/produtos e serviços exclusivos do aeroporto.

    Planos que resultam de uma estratégia com objectivos traçados para 2016, no âmbito do qual a ANA pretende atingir os 75 milhões de euros em receitas de retalho.



  • 40% dos filmes dos EUA usam produtos Apple

    Produtos AppleEm 2011, os produtos da Apple apareceram em 17 dos 40 filmes que arrecadaram o primeiro lugar nas bilheteiras norte-americanas, o que equivale a 42,5% das produções.

    Como destaca o Blue Bus, o resultado rendeu à marca, pelo segundo ano consecutivo, o prémio de "Overall Product Placement", no âmbito dos Brandcameo Awards. Em segundo lugar ex-aequo ficaram a Dell, a Chevrolet e a Ford, que apareceram em 22,5% dos filmes mais vistos. Já em terceiro surgiram a Cadillac, a Coca-Cola e a Mercedes-Benz, com 17,5%.

    De acordo com o mesmo meio, entre 2001 e 2011 a Apple apareceu em mais de 1/3 dos filmes mais vistos nos cinemas do mercado americano. Só em 2012, e ainda que estejamos no início do ano, a marca já apareceu em 50% das produções campeãs de bilheteira.



  • Portugal está a testar veículos autónomos

    roda carro 1

    Até à próxima quinta-feira, dia 18, uma auto-estrada portuguesa serve de palco para testes com veículos autónomos. Durante quatro dias, dois automóveis desenvolvidos pela Universidade Politécnica de Galiza e CTAG – Centro Tecnológico de Automacion de Galiza e, ainda, um carro conectado assinado pela Bosch vão circular na A9/CREL.

    Os testes realizam-se nos dois sentidos, entre os nós da Pontinha (km 10) e de Odivelas (km 17), a partir do meio da manhã e até ao meio da tarde. Em comunicado, a Brisa explica que o horário escolhido visa evitar os períodos de maior tráfego. Ainda assim, os condutores que passem pelo local terão a oportunidade de se cruzar com estes veículos em movimento: “Além de rodarem enquadrados por uma formação de veículos da GNR, terão a bordo um condutor que poderá intervir, em caso de necessidade durante os ensaios.”

    Simular incidências concretas de trânsito, como piso escorregadio, veículos imobilizados ou em marcha lenta, é o objectivo do piloto em curso. Desta forma, será possível perceber se os automóveis testados estão em condições de adoptar o comportamento mais correcto face a cada situação, superando os sucessivos desafios em segurança.

    Os testes, realizados no âmbito do projecto europeu AUTOC-ITS, estão a ser promovidos pela Brisa em parceria com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Instituto Pedro Nunes e a Universidade de Coimbra.



  • BPI explica aposta no futebol

    BPI - FPF futebol

    Selecção principal de futebol masculina e feminina, Sub-21 e Liga Feminina. O BPI assegurou o apoio às equipas das Quinas e será o naming sponsor da competição, em resultado da parceria com a Federação Portuguesa de Futebol. Esta aposta forte do banco visa dinamizar e aumentar a notoriedade da marca.

    Texto de Rafael Paiva Reis

    Todas as selecções de futebol passam por um processo de renovação de jogadores, em que os mais experientes cedem o seu lugar aos que querem começar a deixar a sua marca na equipa. Na Selecção Portuguesa, esse processo aconteceu depois do Mundial 2018, na Rússia. Não, Cristiano Ronaldo e alguns dos outros “trintões” da equipa ainda se vão manter no conjunto d Fernando Santos; mas, fora de campo, o banco oficial da Selecção já é outro: o BPI ocupa o lugar outrora ocupado pelo Novo Banco.

    Para ler o artigo na íntegra consulte a edição de Setembro de 2018 da revista Marketeer.



  • Conheça os primeiros oradores da 11.ª Conferência Marketeer

    9 conferencia marketeer 2017

    A próxima conferência organizada pela revista Marketeer terá como tema “A Humanização das Marcas”. Com este tópico como pano de fundo, o evento contará com um conjunto de oradores responsáveis por partilhar a sua experiência e conhecimento com a audiência, apresentando as suas visões sobre como humanizar uma insígnia num mundo cada vez mais tecnológico.

    O pontapé de saída da 11.ª Conferência Marketeer será dado por Ricardo Florêncio, CEO da Multipublicações, grupo que detém a Marketeer mas também outros títulos como Executive Digest e Human Resources Portugal.

    Após a apresentação do evento, Marian Salzman subirá a palco para dar a conhecer a sua perspectiva enquanto senior vice presidente da Philip Morris. A keynote speaker será seguida por uma sessão sob o mote “As Marcas com Propósito”, a cargo de Rita Sambado, founder da EUS | School of Being.

    A 11.ª Conferência Marketeer acontece já na próxima semana, no dia 23, no Museu do Oriente, em Lisboa.



  • Estilista Alexandra Moura assina t-shirt para a Sumol

    sumol e alexandra moura

    A colecção Primavera/Verão 2019 de Alexandra Moura inclui uma t-shirt criada para a Sumol. A marca juntou-se à designer de moda para desenvolver uma peça de roupa que espelhasse algumas das suas principais características: atitude, inovação e disrupção. O resultado da parceria foi apresentado ao público durante a última edição da ModaLisboa, no passado sábado. Agora, vai estar disponível para venda na loja online de Alexandra Moura.

    De acordo com Bruno Oliveira, brand manager da Sumol, a t-shirt comprova o lado wearable da insígnia, «aproximando-a ainda mais dos seus consumidores». Além disso, a parceria «reforça a sua aspiracionalidade, demonstrando o espírito inovador e disruptivo».

    Alexandra Moura, por seu turno, explica como a nova colecção tem por base as suas memórias de infância: «Ainda hoje quando bebo Sumol recordo perfeitamente o cheiro e o paladar de beber um Sumol quando era criança.»

    sumol e alexandra moura 2



  • Cardiopatias Congénitas

    Entrevista a Fátima F. Pinto, Professora auxiliar da NOVA Medical School – FCM

    Por Sandra M. Pinto

    O coração simboliza a vida, os afectos, o âmago da existência do ser humano

    Quando associado a uma doença representa uma centralidade que tem uma conotação fatal. No caso das cardiopatias congénitas em crianças, gera na parentalidade uma incerteza e revela sentimentos de impotência e insegurança.

    O que são e o que dá origem às cardiopatias congénitas?

    Cardiopatias congénitas são anomalias do coração e/ou das grandes artérias, que ocorrem por erros no desenvolvimento embrionário do coração, ou seja, no início da vida fetal, quando o coração está em formação, esta pode ser defeituosa. O coração forma-se nas primeiras oito se manas de gravidez, nesta fase, devido a múltiplos factores, ambiente, genéticos, tóxicos, entre outros, o desenvolvimento normal cardíaco pode ficar alterado. Estes factores são ainda desconhecidos na sua totalidade, pelo que é impossível controlá-los e preveni-los. Importa, no entanto, saber que são anomalias raras, ocorrendo em todo o mundo com incidências idênticas: cerca de 1% de todos os recém-nascidos que nascem vivos.

    Que tipos de cardiopatias congénitas existem, e quais são as mais comuns?

    O coração começa a formar-se a partir de uma forma tubular simples, sofrendo ao longo do desenvolvimento do embrião uma série de processos que culminam num órgão com quatro cavidades, duas que recebem sangue vindo do organismo e do pulmão (as aurículas) e duas que bombeiam o sangue para o pulmão e para todo o organismo pela aorta (os ventrículos). Estas cavidades encontram-se septadas por tabiques (septos), de modo a não permitir mistura das circulações e separadas por válvulas que asseguram que o fluxo sanguíneo ocorre no sentido correcto e não reflui. Este processo complexo do desenvolvimento cardíaco pode sofrer erros em qualquer fase, assim pode dizer-se que todas as anomalias são possíveis, desde que compatíveis com a vida do feto, embora possam, por vezes, ser incompatíveis com a vida após o nascimento.

    Felizmente, as mais frequentes são as mais simples e nem sempre necessitam de tratamento. Podem ocorrer defeitos na septação das cavidades e aí temos comunicações entre as aurículas ou os ventrículos, podem ocorrer apertos ou desenvolvimento insuficiente das válvulas que separam as cavidades, ou estas das artérias, podem persistir vasos anómalos, como o canal arterial ou apertos em artérias, como na coarctação da aorta. Mais raramente ocorrem anomalias mais complexas, com múltiplos defeitos, que, apesar de serem compatíveis com a vida fetal, não o são depois do nascimento, pelo que requerem tratamento especializado e urgente nos primeiros dias de vida, como a tetralogia de Fallot, a transposição das grandes artérias ou o coração univentricular.

    Imaginemos que era detectada uma cardiopatia congénita num feto. É possível tratá-lo antes mesmo de nascer?

    Ainda não, pelo menos de forma consistente e não experimental. Acredito que as evoluções técnicas da medicina no futuro venham a permitir, de forma sustentada, segura e eficaz fazer tratamentos e intervenções ao coração fetal. A excepção a este conceito são alterações do ritmo do coração fetal (quer ritmos acelerados, quer lentos), que, por ocorrerem nesta fase, também são alterações congénitas e podem e devem ser tratadas no feto.

    Quais os tratamentos?

    Os defeitos congénitos quando necessitam de tratamento requerem a sua reparação de forma a normalizar a estrutura e a função do coração. Assim, são corrigidos por cirurgia cardíaca ou, em casos seleccionados, por cateterismo cardíaco de intervenção.

    A grande maioria das cardiopatias congénitas consegue ser corrigida cirurgicamente. Por vezes nas formas mais complexas, esta correcção tem de ser planeada e faseada, sendo o doente submetido a várias intervenções, de modo a obter o melhor resultado final. A intervenção por cateterismo é, hoje, efectuada em várias anomalias e permite, através da introdução de sondas (cateteres) nas artérias e veias, realizar uma série de procedimentos, como o encerramento de comunicações entre as aurículas, a oclusão de vasos anormais, a dilatação de válvulas ou vasos apertados, e até a implantação de próteses que substituem válvulas anómalas.

    Que condicionantes as cardiopatias congénitas trazem ao recém-nascido?

    Apenas as cardiopatias complexas e graves são sintomáticas nesta idade. São as mais raras e neste caso os sintomas geralmente obrigam ao internamento do recém-nascido num serviço especializado, onde são submetidos a exames de diagnóstico, a terapêutica médica e a intervenção por cateterismo, se necessário com a finalidade de estabilizar e preparar o melhor possível o bebé para realizar o tratamento definitivo, em geral a cirurgia cardíaca.

    Ao nível da intervenção cirúrgica, pode ela ser realizada em doentes tão jovens?

    Sim, pode ser efectuada em recém-nascidos. Com segurança, realizam-se cirurgias correctivas a partir dos 2 kg de peso, mas o baixo peso e a prematuridade acrescentam gravidade e complexidade à intervenção e prejudicam o resultado final. Também se realizam procedimentos cirúrgicos mais simples em recém-nascidos prematuros, é o caso da necessidade de encerramento do canal arterial, um vaso que é fundamental no feto, por permitir a passagem de fluxo entre a artéria pulmonar e a aorta, e que deve encerrar espontaneamente após o nascimento. Quando tal não acontece, causa sintomas de insuficiência cardíaca no prematuro, com repercussões na função respiratória e em outros órgãos vitais, sendo necessário intervir, o que é feito por cirurgia cardíaca, quando a tentativa de encerramento por medicamentos falha.

    Essa célere intervenção possibilita uma evolução fisiológica normal da criança?

    Sim, quando a correcção é eficaz e realizada sem complicações. Na realidade, é esse o grande objectivo dos tratamentos destas anomalias.

    Numa situação de intervenção cirúrgica há a separação da criança da família, da mãe, porque tal implica internamento. De que forma deverá ser encarada esta realidade? Aqui é muito importante o papel desempenhado pelos médicos e enfermeiros, certo?

    Durante o internamento de qualquer criança, esta é acompanhada, sempre que possível, pelos pais. É claro que, durante as intervenções e por períodos no pós-operatório imediato, não é possível este acompanhamento, o que condiciona a separação que refere, e que é sempre muito “sentida” pelos progenitores.

    A notícia de que uma criança sofre de uma anomalia cardíaca acarreta sempre sentimentos de receio, de incompreensão, injustiça e muitas vezes de culpabilidade. Compete a toda a equipa que assiste o doente desmitificar, com realismo e rigor, a situação clínica, os riscos, as necessidades de diagnóstico e de tratamento, as possíveis complicações, o que se espera do futuro.

    Outro aspecto que é fundamental esclarecer rapidamente é que estas crianças são doentes que vão necessitar de acompanhamento especializado para sempre, e que podem ser necessários novos tratamentos e exames no futuro. Os pais devem ser sensibilizados a encarar “um dia de cada vez” e a acreditar que vamos estar empenhados e disponíveis para solucionar todos os problemas que ocorram.

    Não deve ser fácil para um progenitor ouvir este diagnóstico, mas será o diagnóstico de cardiopatia congénita uma “sentença de morte”? Qual a taxa de sobrevivência?

    Essa é uma questão muito pertinente, porque a doença cardíaca associa-se a uma sensação de perigo e morte iminente, já que o coração é um símbolo de vida. A grande maioria dos defeitos cardíacos congénitos pode, hoje, ser reparada definitivamente, ou pelo menos melhorada, reduzindo a sintomatologia. A taxa de sobrevivência global é de cerca de 92 a 95%, no entanto, e como já referi, as anomalias mais frequentes são facilmente tratáveis em centros com grande experiência com taxas de sobrevida próximas de 100%. Importa referir que, nesta área, o estado de Portugal é da mais elevada competência e níveis de excelência com resultados equiparados aos dos melhores centros internacionais.

    A constatação de que “o meu filho tem um defeito no coração” gera que tipo de reacções e sentimentos nos pais?

    Os mais generalizados são a culpabilização e o receio. Estes estendem-se ao filho com a anomalia e aos eventuais que poderiam ter no futuro, sendo frequente estes pais recusarem-se a ter mais filhos.

    O foco de todas as atenções da família desloca-se para o filho com problemas, o que condiciona o relacionamento, quer com outros filhos, quer entre os pais. Por vezes, sentem-se tão decepcionados e zangados, que transferem agressividade para a equipa de saúde. O importante é compreenderem que estamos disponíveis para ajudar e apoiar quando necessitarem.

    Como deve a família encarar a doença e que apoios lhe devem ser prestados?

    Com a serenidade possível, com confiança na equipa que trata o doente, e com apoios familiares mais alargados. A equipa deve disponibilizar toda a informação relativa a direitos e apoios institucionais aos doentes e suas famílias e colaborar na sua concretização. Manter um ambiente desanuviado e divertido pode ajudar, mesmo nas piores circunstâncias, a manter o equilíbrio necessário. Não posso deixar de referir a importância que reveste o apoio de entidades que são nossos parceiros e nos apoiam diariamente melhorando dia-a-dia destes doentes e das suas famílias. São disso exemplo a Missão Sorriso, com os palhaços doutores; a Terra dos Sonhos; a Make-a-Wish e as “Ligas de Amigos” dos diversos hospitais.

    A que sinais devem os pais estar atentos e de que forma devem agir perante a desconfiança de que algo não está bem?

    Não vou especificar nenhum sintoma nem sinal. De uma forma geral sempre que os pais notarem alguma alteração ou dúvida sobre a saúde do seu filho, devem recorrer ao seu médico pediatra ou de família assistente e expor as suas dúvidas. Estes estão suficientemente bem treinados para detectar sinais sugestivos de doença cardíaca e, nessa circunstância, sabem como devem referenciar a criança, solicitando a observação electiva ou urgente a um serviço especializado.

    Artigo publicado na revista Kids Marketeer nº4 de Junho de 2018.



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